Se quiser, venha comigo. Vou lhe contar uma história. Vou lhe mostrar uma coisa...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre um castelo que construí.

                             Como uma criança na praia, daquelas que pegam seus baldinhos e suas pás, empolgadas e alegres. Uma criança inocente que espera apenas que não chova e que passe um sorveteiro por ali. Uma menina com seus pés descalços sente o calor do chão, o pinicar da areia, o cheiro do mar. Essa pequena criatura parte, então,  para o seu verdadeiro intuito: a construção do seu castelo de areia. No balde, ela leva pedras, conchas e areia, pois não há como construir o castelo sem ter com que enfeitar as janelas e portões. A garota passa por entre outros pequenos que estão jogando bola ou correndo. Com ela é diferente: ela quer o castelo, somente o castelo. Então, após encontrar um lugar consideravelmente seguro, começou a construção. Passam minutos. Passam horas. Anoitece. Finalmente acaba a construção do tão esperado castelo. Uma mistura de suor e orgulho envolve a menina, que começa a dar passos pra trás para observar com maior amplitude seu feito. Em segundos, surge um garoto de biscicleta e passa por cima do castelinho de areia que a pequena tanto custou a construir. Agora a menina só sente vontade de correr atrás do garoto e fazê-lo reconstruir tudo. Dói ver todo aquele esforço transformado em ruínas. Todo aquele carinho e esperança transformados em nada. De que adiantaria? O castelo não voltaria e talvez o garoto nunca soubesse o quanto custou para a menina construir tudo aquilo. Ela pega o balde, seca as lágrimas e vai embora. E o garoto? Já tinha ido embora há muito tempo. Deve ter partido para destruir outros castelos. Ou então, ter ido ajudar outras meninas a contruir e adornar seus castelinhos. Um dia, TALVEZ ELE VOLTE para pedir desculpas e perguntar: Por que a garota não questionou o porque de ter destruído o castelo dela? Por que não o xingou? Por que não disse tudo o que guardava, toda a mágoa que sentia? Por que não descontou a raiva?

Se ele voltasse, a menina só teria UMA COISA A DIZER: 
"Está vendo esse castelo? Está vendo esse montante de areia e pedras empilhadas e destruídas? Foi assim que você deixou meu coração!"

6 comentários:

  1. Parece que é uma dor que todos nos temos que carregar, alguém sempre destrói os castelos..

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Olá pequena grande notável Jéssica!

    Eu aprendi aceitar as explosões que trincam meu castelo, só não aceitarei nunca as implosões que acontecem no interior dele e com minha permissão. As trincas das explosões pode-se consertar, mas as implosões derrubam tudo....

    Um belo texto, Jéssica! Sabe, qdo eu era criança eu construia estes castelos em areias onde eu brincava. Todos os dias eles amanheciam destruidos por pés e mãos. Resolvi então pôr uma pedra dentro de cada castelo que eu construísse, uma pedra enorme. Resultado: no outro dia vi que meus castelos continuaram sendo destruídos, mas conseguia sorrir vendo vários meninos insensíveis e baderneiros com os pés e mãos machucados....rsrsrsrsr...era eu ensinando a eles como é dividir uma dor....

    Um grande e super carinhoso Beijo pra vc, minha amiguinha que tanto admiro e pela qual me viciei....

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  4. AMIGAAAAAAAAAAAA ficou perfeito adoro com você consgue transformar esses fatos em historias ,parabéns que DOM LINDO,que DEUS TE ABENÇOE SMP!
    By:amora Fê

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  5. ei jéh...passando só pra lhe dizer que o post 148 fiz em sua homenagem, desde a música até o conteúdo/tema do texto ...bj, minha amiguinha...

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  6. Nossa que triste nega !
    triste mais linda história

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