Se quiser, venha comigo. Vou lhe contar uma história. Vou lhe mostrar uma coisa...

sábado, 16 de julho de 2011

Sem título

Essa sou eu tentando seguir de alguma forma. Não sei exatamente pra onde ir, nem por onde começar, só sei que não quero mais ficar parada. Aos poucos a vida vai tomando rumos diferentes, de formas diferentes que eu mal poderia imaginar. Voltei a desenhar, voltei a sorrir, voltei a ter vontade de viver e de sonhar. Mas sempre que possível me pego sentada olhando pro nada, lembrando de todas as promessas que me fizeste acreditar. Juro, um dia acreditei que você poderia cumprir com todas elas, e que fosse capaz de fazer por mim o que nunca tinha feito antes. Eu sei que eu estava errada. O mais difícil foi tentar me livrar dessas esperanças que, por mais que nada acontecesse, ainda faziam parte do meu mundo imaginário. Essa sou eu tomando broncas por aí, escutando inúmeros conselhos e ouvindo que "Tudo vai ficar bem!". Fiquei um bom tempo olhando pra lua e ela estava mais redonda e mais brilhante hoje, de uma forma que jamais havia observado antes. Passei a tarde sentada no sofá desejando que a campainha tocasse. Ouvi 15 vezes a mesma música e não me cansei ainda. Desejei ter alguém pra rir comigo da piada que li. Essa sou eu, apagando muitas músicas e fotos do meu computador e me arrependendo depois de 15 segundos. Senti vontade de te ligar, ouvir sua voz e desligar em seguida. Queria poder saber o que se passa em sua mente e descobrir se ainda tenho espaço por lá. Tive vontade de postar todos os rascunhos escondidos desse blog. Essa sou eu tentando entender tudo e não entendendo nada. Quebrei todos meus giz-de-cera. Arrumei todas minhas gavetas. Reli todas as cartas que já recebi. Olhei meus álbuns de fotos. Chorei. Essa sou eu tentando descrever muitas coisas em poucas palavras. Não consegui, é obvio. Fechei os olhos e pensei em você. Apaguei muitas vezes esse post até conseguir algo decente. Tomei 2 litros de suco de manga. Procurei músicas antigas no Youtube. Peguei o celular novamente e pensei em te ligar. Não liguei. Hoje, mais do que qualquer outro dia, queria ouvir sua voz. Ouvi Legião Urbana. Saí novamente pra ver a lua. Digitei, apaguei, digitei, apaguei, me conformei. 
Essa sou eu.


Eu achei Deus na esquina da Primeira com Amistad
Eu disse: "Onde Você esteve?" Ele disse: "Não pergunte nada"

 Onde Você estava quando tudo estava desmoronando?
Todos os meus dias foram gastos no telefone que nunca tocou
E tudo o que eu precisava era uma ligação que nunca veio
Perdido e inseguro. Você me achou. Deitado no chão. Cercado.
Por que Você teria que esperar? Onde Você estava? 
Só um pouco atrasado. Mas Você me achou.  



***
PS: Obrigada ao amigo Breno Melo por me ajudar a recuperar as visitas perdidas no contador :D

4 comentários:

  1. Mtas pessoas já se sentiram assim, sem dúvida. Em Strani Amori, da Laura Pausini, não é assim q ela se sente ao menos em relação às cartas?

    É claro q cada pessoa é única no mundo, e q não há outra Jéssica neste planeta, mas qtas pessoas não vão entrar aqui e se identificar com estas palavras do post?

    Sobre a ajuda, não há de quê.

    Estamos às ordens! ;)

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  2. Eu acho que é algum mal, de se perder e não se achar, mas me parece que estar no caminho certo ^^
    Amei a foto :)

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  3. Poxa Jéssica, fico feliz que tenha dado o primeiro passo, as vezes temos que tirar o foco da nossa dor ou de certa pessoa, pois há muitas coisas e pessoas ao redor pra aproveitar e nos fazer rir se repararmos nelas!
    E a melhor coisa que vc faz, mesmo que te doa, é excluir esse tipo de coisa: cartas, emails, musicas, fotos.
    Quando eu fiz isso, lavei a alma. Parei de guardar datas, mas desta nunca me esqueço: 19 de abril, o dia que LITERALMENTE, virei a pagina, de uma vez por todas, joguei tudo fora, excluí tudo. É como tomar um banho após rolar muito na lama! rs :)
    Curta a vida e seja feliz!
    Melhoras cada vez mais!

    Grande beijo.

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