Se quiser, venha comigo. Vou lhe contar uma história. Vou lhe mostrar uma coisa...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

- Um dia eu vi o pôr-do-sol 43 vezes! Quando estamos muito triste, gostamos de admirá-lo.
- Estavas tão triste no dia que contemplastes os 43?
Mas o pequeno príncipe não respondeu.
      Sou daquelas pessoas que param para ver o pôr-do-sol. Que passa horas e horas olhando nuvens, atribuindo-lhes formas e contando estrelas. Este foi apenas o registro de um dos muitos pôres-do-sol que já vi. Talvez o mais bonito, por isso o fotografei. Talvez não. Possa ser que ele seja como todos os outros, mas o que se passava em minha mente naquele momento, todo aquele sentimento corroedor, toda decepção e alegria ao mesmo tempo, tudo isso o tornou especial. Tinha que registrá-lo. Talvez venham milhões e milhões de outros pôres-do-sol, mas nenhum será como esse, nenhum! A única coisa que queria era me misturar com o rosa-azulado do céu, me perder na imensidão e me pôr junto com o sol. Porque depois de tudo isso, depois de todaa escuridão da noite, ele nasce com um grande espetáculo. Nunca as mesmas cores, nunca os mesmos sentimentos, nunca a mesma intensidade ou o mesmo brilho. Porém, sempre o mesmo sol!

E ele nunca deixa de brilhar.

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