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sábado, 9 de outubro de 2010

ATIRADORES DE PALAVRAS, ROUBADORES DE ALMA


Sinto que estou me perdendo, aos poucos.
Sinto que estou perdendo quem amo, rapidamente.
A cada dia essa dor aumenta, como um animal que sofre gradualmente com o veneno vindo de uma picada de cobra. O veneno percorre as veias e vagarosamente promove um sofrimento que se aproxima da eternidade. É uma dor que percorre o sangue como o agonizante momento em que alguém é atingido por um tiro e a cada segundo perde litros e mais litros de sangue em uma hemorragia que prontamente tirará sua vida. É como se a cada dia eu fosse picada por uma cobra. Cada segundo é uma nova hemorragia e litros de sangue jorram de minha alma, de meu coração. Ridiculamente, sinto as pessoas tornando-se mais frias comigo, menos afetuosas, mais rigorosas. São tiros de palavras duras e fortes, aqueles que doem muito mais do que a hemorragia que virá depois deles.
E se alguém disser que eu desisti, é mentira. A cada nascer do sol, penso em me dar uma nova chance para os atiradores de palavras. 
MAS QUE CRUÉIS SÃO ELES!
A cena se repete sem mudanças, sem melhoras. E enquanto isso, a cada segundo vou perdendo mais litros de sangue, sofrendo mais dor, tendo cada vez menos alma. Malditos atiradores! Por que eu preciso de vocês?

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