Se quiser, venha comigo. Vou lhe contar uma história. Vou lhe mostrar uma coisa...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

    Hoje parei pra pensar em mim. No meio de todos aqueles cadernos e livros espalhados pela cama e com tantas coisas que eu tinha pra fazer, eu parei mesmo assim. São só 1O minutos, não farão falta. Parei. Deveria mesmo ter parado todas as horas que sempre me deu vontade mas nunca fiz isso. Só hoje parei. Dez minutos. Porque além das milhões de coisas que se passam em minha cabeça, passa uma pergunta. Uma pergunta que poderia ser simples de responder, mas EU a torno difícil, a complico, fujo, confesso: EU SINTO MEDO. Por que eu não posso ser feliz? Claro que posso! Mas talvez não queira. A felicidade me assusta, me dá medo (de fato!). Temo em ser a única a sentir-se assim.
    E enquanto minha janela continua fechada eu me sinto confortável, mesmo que olhe para os lados e me depare com o medo e a culpa me oferecendo um café. E as vezes me canso de toda essa escuridão e esse cheiro de café doce me enjoa. Tenho vontade de abrir a janela e ver o que se passa lá fora, o que as pessoas fazem para serem felizes. Quando eu tentei abrí-la estava emperrada, mas não fraquejei - minha vontade era grande e inexplicável. Abri. Deixei que aquele feixe de luz iluminasse o quarto escuro e percebi o quão bonito era o mundo lá fora; o mundo de pessoas sem MEDO, sem CULPA, sem AUTO-PUNIÇÃO. Era um mundo mágico e tão diferente do meu! Mas não aguentei por muito tempo. A luz era deslumbrante mas começou a incomodar meus olhos. Então, tornei a fechar a janela.
     Agora, não sei se ela emperrou de vez ou se está mais fácil de abrir. O que sei é que voltei a sentar na cama, ao lado do medo e da culpa. Sei que acabei aceitando o café que eles me ofereceram.
      Mas algo ainda bate em minha janela, como se alguém jogasse pedrinhas e tentasse me incentivar a abrí-la. 
Agora não sei o que faço!  DD:

Um comentário:

  1. Uma vez eu li, não lembro onde que 'o ser humano mesmo feliz, procura o sofrimento... o sofrimento é companheiro, é cruel mas essencial'.
    Esse lembra todos os dias que estamos vivos, e a felicidade lembra que podemos fazer alguma coisa das nossas vidas ;)

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